Embora este tipo de alegação não possa constar na rotulagem dos cosméticos comercializados em Portugal, é natural que a encontremos em várias campanhas publicitárias e meios de comunicação utilizados pelas diversas marcas.
Muitos dos produtos químicos que utilizamos no dia-a-dia passam por avaliações de segurança antes de chegar às nossas mãos. E os cosméticos não são exceção! Mas se por um lado este tipo de teste é essencial para garantir que podemos usá-los sem preocupações, ainda há países que recorrem a animais para os realizar.
Desde Março de 2013 que nenhum produto cosmético comercializado na Europa pode ser testado em animais, nem pode conter ingredientes que passem por esse tipo de teste, mesmo sendo fabricado noutro país. Uma vez que já existe esta proibição, não é permitido que os produtos aqui comercializados aleguem que não testam em animais nos seus rótulos, já que isso poderia confundir os consumidores.
Já nos EUA, este tipo de teste continua a ser legal.
- Vendido na China… e depois?
É frequente vermos fabricantes acusados de testar os seus produtos em animais pelo simples facto de venderem os seus produtos neste país.
Por este, motivo, muitas dessas marcas defendem-se referindo que só realizam este tipo de teste nos seus produtos mediante esta imposição legal.
- E os ingredientes?
Mesmo na Europa, há situações em que os ingredientes cosméticos podem ser testados em animais. Isto acontece ao abrigo do regulamento REACH, que prevê o estudo de todas as substâncias químicas utilizadas pelos humanos, e pode acontecer que algumas empresas necessitem de avaliar as condições de segurança de algumas moléculas utilizando animais, mas unicamente após aprovação desses mesmos ensaios pela European Chemical Agency. Este programa permite avaliar o perfil de segurança dos compostos usados em cosméticos e outros produtos, percebendo quais as suas doses letais, potencial carcinogénico e mutagénico, se são capazes de provocar anomalias no feto de grávidas, etc.
Hoje em dia, muitos fabicantes fazem questão de mencionar que não utilizam animais para testar os seus cosméticos. Contudo, e no caso de se tratarem de produtos comprados fora da Europa, pode não ser tão linear assim.
Nesse caso, e pensarmos que todos estes produtos são constituídos por vários ingredientes, é difícil saber se estes últimos não foram igualmente sujeitos a este tipo de avaliação de segurança nos últimos anos.
Além disso pode dar-se o caso de o produto comercializado na Europa e não ter sido testado dessa forma para entrar no nosso mercado, mas dar-se o caso de a mesma marca recorrer a este tipo de teste para comercializar o seu produto noutro país.
- Como sei se as marcas uso não testam de facto os seus produtos em animais?
- PETA
É a maior associação de defesa de animais a nível mundial, e dedica também parte da sua ação à luta contra os testes em animais. 






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